Santa Catarina lidera em segurança alimentar nacional

Rafael Antares
7/9/2025 21:00
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Enquanto Norte enfrenta crise, Sul desafia estatísticas e surpreende pela baixa vulnerabilidade alimentar.

Santa Catarina tem o menor índice de insegurança alimentar grave entre os estados brasileiros, sendo referência em segurança alimentar. Segundo relatório do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, apenas 3,5% dos domicílios no CadÚnico catarinense vivem sob risco severo de falta de alimentos, um total de 10.252 famílias em um universo de 295.459 cadastradas.

O critério utilizado pelo Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Municipal (CadInsan) envolve variáveis como renda, gênero, ocupação, raça, composição familiar e presença de menores de idade.

Esse avanço é reflexo de políticas integradas e atuação consistente da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional, vinculada à Secretaria Assistência Social SC, afirma Juliana Pires, coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional de SC. O acompanhamento criterioso permite direcionar esforços públicos a áreas mais urgentes, fortalecendo a prevenção do problema no território catarinense e a garantia de segurança alimentar para a população.

A robustez do setor agrícola, que possibilita a transferência de alimentos e oferta de alimentação de qualidade, além dos elevados índices de emprego, são apontados como fatores centrais. A atuação intersetorial, impulsionada por ações do Plano Estadual SAN e programas específicos, também é citada como diferencial na diminuição da vulnerabilidade alimentar nos domicílios catarinenses.

A região Sul, como um todo, desbanca o cenário nacional de insegurança alimentar grave

Além de Santa Catarina, Paraná (4,8%) e Rio Grande do Sul (3,9%) apresentam os menores percentuais do ranking do CadInsan, consolidando a região como referência. O menor índice insegurança alimentar é um dos destaques da SAN Santa Catarina. No outro extremo, estados nortistas lideram em proporção de famílias afetadas: Amapá (27%), Roraima (24,3%), Pará (24%) e Amazonas (23,7%).

Elementos contextuais regionais são importantes para explicar essa disparidade:

  • O Norte apresenta histórica dificuldade de acesso a políticas públicas, menor diversificação agrícola e níveis elevados de vulnerabilidade social.
  • O Sul apresenta melhor infraestrutura, investimento agrícola diversificado, segurança nutricional e maior empregabilidade.

O contraste reforça desafios de desigualdade socioeconômica persistentes entre as regiões brasileiras e evidencia a urgência de políticas direcionadas às áreas mais críticas, com base em planos como o plano estadual segurança alimentar SC e políticas públicas comprometidas com a segurança alimentar e nutricional. O 88,9% domicílios seguros do estado ressaltam o sucesso dessas medidas.

Ferramentas estatísticas avançadas, como o CadInsan, potencializam políticas públicas mais precisas e efetivas para segurança alimentar em Santa Catarina

Utilizando a base do CadÚnico, o indicador monitora periodicamente os índices de insegurança alimentar municipal, favorecendo atuação estratégica. O monitoramento permite identificar não apenas o número de famílias afetadas, mas também condições estruturais associadas ao risco grave de insegurança alimentar.

O levantamento serve de base sólida para o desenvolvimento de novos programas e ajuste de iniciativas em curso, além de fortalecer o debate público sobre a garantia do direito ao acesso à alimentação adequada. “A informação detalhada é o que move decisões assertivas em todas as esferas da administração”, ressalta Pires, citando o suporte do CSAN Santa Catarina e iniciativas previstas no plano estadual segurança alimentar SC.

O cruzamento de dados amplia o entendimento sobre os determinantes da vulnerabilidade e da insegurança alimentar em Santa Catarina e contribui para diagnósticos regionais mais fiéis à realidade local.

O resultado destacado por Santa Catarina e seus vizinhos do Sul revela que políticas bem estruturadas e atuação intersetorial são fatores-chave na redução da insegurança alimentar grave. O relatório evidencia desigualdades regionais históricas, mas também aponta caminhos viáveis para reversão de quadros críticos. Investir em dados de qualidade e adaptações locais, como propõe o plano estadual segurança alimentar SC, é o diferencial que pode, no futuro, nivelar o índice nacional de segurança alimentar.

Estar atento à evolução desses indicadores, especialmente no contexto do índice insegurança alimentar, é fundamental para quem acompanha os rumos sociais do país. Há lições valiosas a aprender tanto nos sucessos quanto nos desafios persistentes.

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Rafael Antares
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