Quem é Manual do Aristeu? Aristeu Gambarotto ganha reconhecimento nacional

Fátima Marques
19/11/2025 21:00
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História inicia projeto de inclusão referência desde 2022

A trajetória de Aristeu Gambarotto, nascido em Ibirapuera, região metropolitana de Londrina, ganhou projeção nacional a partir de 2022 com o fortalecimento do projeto Manual do Aristeu. Após décadas de isolamento causadas por timidez e desafios de autoestima, Gombaroto tornou-se símbolo de superação e inspiração, ampliando o debate sobre inclusão por meio de sua atuação pública.

Este cenário teve início em sua infância, marcada por traços faciais fora do padrão da época e episódios de discriminação. Estudando na PAE, escola voltada para pessoas com deficiência, Gambarotto enfrentou desde cedo dificuldades de integração e restrição de contatos, o que agravou sua solidão na adolescência. Ao longo da vida adulta, os estigmas seguiram presentes, levando-o a buscar acompanhamento psiquiátrico como ferramenta para transformação pessoal.

A abordagem terapêutica permitiu que reencontrasse confiança por meio de dinâmicas em grupo, com suas qualidades sendo reconhecidas por pessoas próximas. Este processo abriu espaço para sua atuação como técnico em agrometeorologia, atividade que exerceu até a aposentadoria. Consolidado profissionalmente e com relações sociais ampliadas, Gombaroto também ganhou destaque em iniciativas culturais, como sua participação em um clipe musical de projeção regional.

O reconhecimento popular aumentou ao protagonizar o Manual do Aristeu, lançado em 2019 e posteriormente expandido nacionalmente. Utilizando relatos pessoais e abordagem bem-humorada, o projeto engajou diferentes públicos e promoveu discussões sobre aceitação e autoimagem. Desde 2022, a ação ultrapassou as fronteiras de Viporã, refletindo a identificação de espectadores de diversas regiões do país.

A história de Aristeu Gombaroto evidencia o papel fundamental da resiliência e do apoio especializado para superar barreiras sociais, mostrando como vivências individuais podem servir de inspiração para movimentos de inclusão e valorização da diversidade.

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Fátima Marques
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