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O dólar comercial fechou o pregão desta segunda-feira cotado a R$ 5,18, atingindo o menor nível de fechamento registrado desde maio de 2024, quando a moeda havia sido cotada próximo de R$ 5,15. A oscilação marcou continuidade de um movimento de baixa frente ao real ao longo das últimas semanas, conforme dados de mercado financeiro apontam.
O comportamento da cotação reflete um contexto em que agentes financeiros acompanharam a divulgação mais recente do Boletim Focus, levantamento semanal de expectativas sobre variáveis econômicas elaborado pelo Banco Central a partir de estimativas de instituições financeiras. O relatório mais recente mostrou ajustes nas projeções de câmbio, inflação e juros, com a mediana das expectativas para o fim de 2026 situando-se em patamares moderados em comparação a meses anteriores.
Investidores também monitoraram declarações e eventos relacionados à política monetária brasileira, incluindo falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e dados que influenciam decisões sobre a taxa básica de juros (Selic). Galípolo ocupa o cargo desde 2025, após ter atuado em outras funções dentro da instituição e do setor financeiro.
A trajetória de queda da moeda ocorre em um ambiente em que expectativas em torno de antecipações de cortes graduais da Selic e de indicadores de inflação mais alinhados às metas têm sido observadas pelo mercado. O Boletim Focus compila as projeções de cerca de 120 bancos, gestoras e consultorias para variáveis como inflação e câmbio, sendo uma referência para a formação de expectativas no mercado.
No exterior, o desempenho do dólar também foi influenciado por movimentos de mercado global, em especial pelas variações da moeda americana ante outras divisas e por fatores conjunturais externos que afetam o apetite por risco e fluxos de capitais. Em sessões recentes, o dólar foi observado em queda frente a diversas moedas emergentes, repercutindo em ajustes também no câmbio doméstico.
A desvalorização do dólar frente ao real tem implicações para diferentes segmentos da economia brasileira. Uma cotação mais baixa tende a abaratar o custo de importações e pode refletir, em parte, a entrada de recursos estrangeiros no mercado de ações, favorecida por juros domésticos ainda em níveis elevados. Por outro lado, exportadores podem enfrentar receitas menores quando convertidas para reais, dependendo da evolução cambial ao longo do ano.
O dólar comercial é a referência para transações de bens e serviços entre países, além de ser utilizada em operações financeiras entre empresas e instituições. A cotação flutuante é determinada pelo mercado, com base na oferta e demanda por dólares, e é regularmente divulgada pelo Banco Central do Brasil.
O acompanhamento da cotação do dólar e das projeções econômicas segue no radar de investidores, empresas e formuladores de políticas, diante da expectativa por novos dados de inflação e decisões sobre juros tanto no Brasil quanto nos principais mercados globais. Esses elementos podem continuar a influenciar o comportamento da moeda nos próximos meses.
































































































