Brasileiro começa o ano endividado e fevereiro vira mês decisivo para reorganizar as finanças


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Fevereiro chega como um mês crítico para o bolso do brasileiro. Depois das despesas concentradas no início do ano, como impostos, rematrículas escolares, compras de material didático e gastos acumulados das férias, diversas famílias e microempresários entram em um período de forte pressão financeira, marcado pela dificuldade de equilibrar o orçamento e manter as contas em dia.
Dados divulgados ao longo dos últimos anos por instituições como o Banco Central, o SPC Brasil e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que o início do ano costuma ser marcado por maior pressão sobre o orçamento, aumento do uso de crédito e avanço da inadimplência, especialmente entre consumidores e microempreendedores que enfrentam queda no fluxo de caixa após o período de festas.
Esse cenário impacta diretamente o dia a dia da população e da economia nacional, atingindo desde famílias assalariadas até pequenos negócios, que representam mais de 90% das empresas ativas no país, segundo o Sebrae.
Para Lorival Guerreiro, cofundador e diretor da Pushin Pay, fintech especializada em soluções inteligentes de pagamento e gestão financeira, fevereiro se tornou um verdadeiro “ponto de virada” para quem precisa reorganizar a vida financeira.
“O brasileiro entra em fevereiro com uma concentração de despesas muito alta e, muitas vezes, sem planejamento suficiente. É quando a falta de controle financeiro aparece com mais força, tanto no orçamento familiar quanto no caixa das pequenas empresas”, afirma o executivo.
Segundo ele, a dificuldade não está apenas no volume de contas, mas na ausência de previsibilidade financeira. “O problema não é só dever, é não saber exatamente quanto vai entrar, quando vai entrar e como administrar esse dinheiro. Sem organização, qualquer imprevisto vira uma bola de neve”, destaca Guerreiro.
No caso dos micro e pequenos empreendedores, o cenário é ainda mais sensível. Dados do Sebrae apontam que a falta de gestão financeira está entre as principais causas de mortalidade das empresas nos primeiros anos de atividade. Em fevereiro, esse risco aumenta devido à sazonalidade do consumo e ao acúmulo de obrigações fiscais.
“O pequeno empresário sente o impacto duas vezes: como consumidor, pressionado pelas contas pessoais, e como empreendedor, enfrentando queda de vendas e custos fixos que não param. É um período que exige controle rigoroso e decisões mais inteligentes”, explica o diretor da Pushin Pay.
Nesse contexto, a tecnologia financeira surge como aliada para trazer clareza, organização e segurança. Soluções que facilitam os meios de pagamento, reduzem a inadimplência e permitem uma visão mais precisa do fluxo de caixa ajudam empresas e consumidores a atravessarem o início do ano com mais estabilidade.































































































